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O SIMBOLISMO DO BATISMO

Imagem de um símbolo místico com uma pomba branca e luz dourada surgindo de uma janela com runas ao redor, simbolizando paz, espiritualidade e magia.

O Batismo é a porta de entrada para os mistérios maiores, o prostilo do Tribunal que se abre para quem começa a compreender as Leis Universais da Natureza, iniciando, dessa forma, o Ministério Público.


O batismo de Jesus nas águas do Jordão marca o início de sua vida pública não por acaso, mas por profundo simbolismo iniciático. João Batista, o último dos profetas da antiga aliança, representa o conhecimento, o estudo e o entendimento — a linha que prepara o caminho para a compreensão.


Ao ser batizado, Jesus não está somente se purificando de pecados, mas conquistando mais um grau após refinar, ou seja, consagrar as próprias águas, demonstrando o rito de passagem necessário a todo iniciado.


Na visão gnóstica, o Batismo ocorre quando o neófito ascende a Primeira Serpente de Fogo, sendo, assim, aceito como discípulo.


Nesse evento cósmico, nossa mônada — o embrião do Cristo Íntimo — é recebida na Igreja Gnóstica em grande cerimônia.


Precisamos eliminar o “velho homem inconsciente” — os quatro corpos do pecado — para que nasça o Super-homem. É o momento em que o Cristo interior começa a assumir o comando da pobre mente humana.


A abertura dos céus e a descida do Espírito Santo em forma de pomba simbolizam o centro de gravidade permanente, unindo o superior ao inferior, o divino ao humano. A partir desse instante, não somos mais apenas o filho terreno, mas um possível Cristificado manifestando-se, pronto para cumprir sua missão.


Pedro foi um dos primeiros discípulos chamados por Jesus. Cada discípulo representa, no plano simbólico, diferentes aspectos da alma humana em relação ao Cristo. Pedro, representa a Rocha, a base do trabalho — o sexo; sendo, desta forma, o detentor da chave que abre e fecha as portas do Céu.


A chave é a transmutação sexual — sexo sem o espasmo sexual —, ou seja, sem o gozo final, retendo, dessa forma, a energia em si mesmo. Eis a chave, símbolo das bodas de Canaã: transformar água (seminal) em vinho (transmutação), representando a união sagrada entre o divino e o humano, entre o céu e a terra.


Quando Maria — o corpo físico, o aspecto feminino divino — percebe que o vinho (a energia) está acabando, ela intercede. O “vinho” representa a energia divina, o êxtase espiritual, a essência da vida.


Acabar o vinho significa que a alma começa a se cansar no caminho, quando suas próprias energias precisam ser recompostas enquanto humanos.


A “água” é a energia não transmutada; pode também simbolizar a doutrina, a religião, a moral ou a letra morta — qualquer conhecimento superficial. Ao transformar essa água em vinho, Jesus ensina que o superficial deve ser elevado ao Espírito Santo. Esse é o rito da vida consciente.


A transmutação sexual simboliza a transmutação alquímica da alma: quando agimos transformando um elemento comum (água) em uma substância Crística, muito mais nobre (vinho), celebramos as núpcias entre a alma humana e a Alma Divina. É a confirmação de que, onde a energia Crística está presente, a felicidade não se esgota e a união torna-se sagrada.


Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço. Romanos 7:19.

Aracides Montreal Maciel – Psicólogo e escritor.

 


 
 
 

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